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Em uma sexta-feira 13, Gumercindo saiu tarde da noite da casa do tio. Sozinho e um tanto amedrontado, percebeu um vulto atrás de si e cuidou logo de se esconder. Quando viu de que se tratava, caiu na gargalhada: era apenas uma pobre galinha, tão ou mais assustada que o menino.

Mas não é que a galinha se afeiçoou a ele? Acompanhou-o até sua casa e logo na manhã seguinte já se aboletava no caminhão e seguia com a família para mais um dia de trabalho na feira, onde Gumercindo e o pai vendiam histórias de cordel e animavam as pessoas cantando emboladas.

Tudo ia bem até o dia em que o delegado do lugar reclamou a galinha dizendo que ela lhe pertencia. Para decidir quem ficaria com a ave, combinou-se então um desafio de repentistas. Gumercindo só não podia imaginar que nesse desafio a galinha acabaria sendo alvo de uma maldição, o que o levaria, junto com toda a sua família, a empreender uma viagem pelo sertão até o oceano.

Através da história de Gumercindo e seu inusitado bicho de estimação, Joaquim de Almeida introduz os jovens leitores no universo do repente. No final do volume, um texto informa sobre as origens e as características dessa tradição cultural e um glossário explica alguns termos do vocabulário sertanejo. As ilustrações de Laurabeatriz se destacam pelo traço e as cores cheios de brasilidade.

 

:: Selecionado para o Catálogo de Bolonha 2012 – FNLIJ

GUMERCINDO E A GALINHA GAROUPA

ILUSTRADO POR LAURABEATRIZ

EDITORA COMPANHIA DAS LETRINHAS 2011

 

CHICO CAMBEVA NO FUNDO DO MARTELO

ILUSTRADO POR LAURABEATRIZ

EDITORA COMPANHIA DAS LETRINHAS 2009

 

Numa manhã como outra qualquer, Chico se despede dos filhos e da mulher e sai em sua canoa Idalina mar adentro, para mais um dia de pescaria. O tempo está bom, o dia agradável, e Chico nem desconfia do que está para lhe acontecer: ao sentir uma fisgada mais forte, o pescador tenta puxar a linha, mas a sombra de um animal imenso e assustador acaba por tragá-lo para dentro das profundezas do oceano.Em Chico Cambeva no fundo do martelo, a aventura do pescador se revela uma grande lição sobre a importância de se preservar o mar e os seres que nele vivem. No final do livro, um apêndice traz diversas informações sobre a natureza e os hábitos dos tubarões, animais que exercem grande fascínio sobre crianças e adultos, e também uma galeria com algumas espécies, acompanhada de uma ficha com as características de cada uma delas.

JOSÉ MOÇAMBIQUE E A CAPOEIRA

ILUSTRADO POR LAURABEATRIZ

EDITORA COMPANHIA DAS LETRINHAS 2007

 

Jogar com o outro, não contra o outro. Essa é a base da capoeira, um misto de luta e dança introduzido no país por escravos africanos como forma de resistência à opressão. Uma arte que na época da escravidão chegou a ser considerada crime, mas que com a abolição assumiu o justo lugar de expressão genuína da cultura de um povo. Em José Moçambique e a capoeira, Joaquim de Almeida parte de um pequeno conto para falar das origens, da evolução e dos fundamentos da capoeira, que hoje não se restringe ao Brasil, mas é estudada e praticada em pontos distantes do planeta, como Dinamarca, Israel e Japão, entre outros.

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